O desenvolvimento tecnológico e o surgimento de novas mídias originou o fenômeno batizado como transmídia. O conceito, a princípio simples, trata da multiplicação de determinado conteúdo em mídias diversas com a respectiva adequação. Mas limitar este conteúdo e sua criação nas diferentes mídias à mera adaptação da mensagem que se pretende veicular ao meio a ser utilizado é um desperdício.
Explorar as possibilidades narrativas da mídia em questão é o ponto de partida para extrair o máximo da experiência transmídia, expandir o alcance da comunicação, estimulando o espectador a interagir com os conteúdos, integrando-os.
Com este objetivo, a narrativa transmídia vem se estabelecendo como resposta às mudanças que vêm ocorrendo na forma de consumir conteúdo audiovisual. Uma das saídas para a tão profetizada crise dos comerciais de TV, que precisam se renovar para manter a atenção do público cada vez mais dividida com outros meios. O merchandising em novelas e séries, por exemplo, promete se transformar radicalmente.
A prática, embora pareça, não é nova em seus fundamentos. A indústria do entretenimento a utiliza desde sempre (“veja o filme, leia o livro, compre o disco“). Aumentar o número de espectadores de um filme ou a base de fãs de uma série de televisão são as utilizações mais comuns da narrativa transmídia. A novidade é usá-la para motivar e enriquecer a experiência do consumidor, fortalecendo a imagem das marcas, estreitando nosso vínculo com elas; bem como para expandir o alcance de campanhas publicitárias e ações de marketing.
Contar e ouvir histórias faz parte da cultura humana desde o tempo das cavernas e está na base de toda forma de comunicação. A narrativa transmídia é a maneira contemporânea de renovar este costume em benefício das marcas, tornando a publicidade ainda mais emocional e envolvente, garantindo sua efetividade.


